BRINK
Quando a Bethesda Softworks e a Splash Damage apresentaram Brink pela primeira vez o tom foi ambicioso. O projeto elevaria toda a dinâmica de jogos de tiro em primeira pessoa para outro nível, com muita ação e personalidade.
Quatro classes, três tipos fisionômicos e inúmeras opções de personalização permitiriam que os jogadores criassem seus guerreiros virtuais e embarcassem em partidas online incrivelmente desafiadoras. A combinação de todos os elementos renderia um jogo inovador, no qual a ação cooperativa seria tão envolvente quanto às disputas competitivas.
Todavia, no final o que temos é um bom jogo sem grandes diferenciais e muitos problemas. Não se engane Brink é um bom jogo, mas seus inúmeros problemas técnicos e a falta de inovações reais prejudicam muito a apreciação final.
O diferencial fica por conta das personalizações — que por sinal permeiam todos os aspectos do jogo. Cada classe conta com cerca de uma dúzia de habilidades especiais que podem ser adquiridas com seus pontos de experiência. Além disso, também existem outras doze habilidades comuns a todos os tipos de personagens. E isso não é tudo, cada uma das classes pode conferir bônus especiais para seus colegas.
Tudo isso está intimamente ligado ao esquema de objetivos que rege toda ação, seja da campanha, dos desafios ou do freeplay. Cada estágio é composto por vários objetivos, alguns principais e outros secundários. Esses objetivos estão atrelados a uma determinada classe, ou seja, certas missões só podem ser realizadas por um determinado tipo de personagem.
Assim, o jogador deve estar atento à incumbência em questão para selecionar a classe apropriada. Vale lembrar que você pode mudar o tipo de personagem e o seu equipamento a qualquer momento em uma das bases de comando controladas pela sua equipe.
Como já adiantamos, a personalização é um dos aspectos mais fortes de Brink. O título permite uma extensa lista de modificações que deixarão o jogo com a sua cara — se ela for cheia de tatuagens, cortes e cicatrizes.
